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        <dc:title>Banco de Dados Terminológicos do SEM: Brasil</dc:title>
        <dc:creator>Mercosur GT-Terminologia</dc:creator>
                <dc:language>pt</dc:language>
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            <skos:Concept rdf:about="https://vocabularios.educacion.gob.ar/admin/brasil/termino/82/share/skos">
            <skos:prefLabel xml:lang="pt">EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS</skos:prefLabel>

            
                            <skos:altLabel xml:lang="pt">Educação de Adultos</skos:altLabel>
                            <skos:altLabel xml:lang="pt">Educação de Jovens</skos:altLabel>
            
                                <skos:scopeNote xml:lang="pt">Definição 1: Modalidade educacional ofertada gratuitamente pelos sistemas de ensino àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. As oportunidades educacionais ofertadas devem ser "apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames".

No contexto da Educação de Jovens e Adultos, os exames supletivos que habilitam o prosseguimento dos estudos em caráter regular são facultados aos maiores de quinze anos, para a conclusão do ensino fundamental e aos maiores de dezoito anos, para a conclusão do ensino médio.

Definição 2:Formação destinada às pessoas que não tiveram acesso aos estudos de educação básica ou média na idade correspondente a esses níveis.</skos:scopeNote>
                                    <skos:historyNote xml:lang="pt">Maria Margarida Machado contextualiza a importância da apreensão histórica dos movimentos que conduziram à sustentação da educação de jovens e adultos no cenário mundial: "A questão que envolve o acesso ou não de jovens e adultos à escolarização não é uma temática que se inaugura com a chegada do século 21, nem no Brasil nem no mundo. Há pelo menos três séculos a humanidade se depara com a necessidade de maior acesso ao conhecimento sistematizado pela escola por parte da população jovem e adulta, em especial a chamada população economicamente ativa, já que é a partir do fortalecimento do Estado Liberal e do sistema capitalista que se vê a instituição escolar como uma forte aliada na preparação de mão de obra.

Em meados do século 20, para além da concepção utilitarista dessa educação voltada para a capacitação de jovens e adultos trabalhadores, com a preparação de mão de obra, o período posterior à Segunda Guerra Mundial irá introduzir outros componentes para justificar a necessidade de uma nação letrada. À premência pela reconstrução das nações devastadas pela guerra somam-se discursos de construção de uma cultura de paz, em que homens e mulheres precisariam reaprender o caminho da convivência e da tolerância mútua, e, ainda, inúmeras campanhas de alfabetização cuja concepção é baseada na expectativa de que mães escolarizadas contribuiriam para a escolarização e a luta por outros direitos sociais de crianças e adolescentes.

No Brasil, a denúncia de descaso para com a EJA aparece em estudos e pronunciamentos de vários educadores. Em 1938, Paschoal Lemme (2004, p. 65) já destacava que ‘mesmo entre as pessoas que têm certo trato com os problemas de educação e de ensino é comum verificar-se um completo desconhecimento da importância e da significação hoje emprestadas ao problema da educação de adultos’. Passados 71 anos dessa afirmação, o que podemos dizer sobre a Educação de Jovens e Adultos no Brasil? Há ainda desconhecimento por parte de gestores e educadores a respeito de sua importância? Há clareza sobre seu significado?"</skos:historyNote>
                                    <skos:note xml:lang="pt">Definição 1 e nota elaboradas pela Rede de Especialistas do Inep com base nas seguintes referências:

Referência da definição 1: BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 10 ago. 2015.

Referência da nota histórica: MACHADO, Maria Margarida. A educação de jovens e adultos no Brasil pós-Lei nº 9.394/96: a possibilidade de constituir-se como política pública. Em Aberto, Brasília, v. 22, n. 82, p. 17-39, nov. 2009. Disponível em: <http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1576/1268>. Acesso em: 10 ago. 2015.

Referência da definição 2: Termo normalizado para o GGP Indicadores.</skos:note>
                
                            <skos:related rdf:resource="https://vocabularios.educacion.gob.ar/admin/brasil/termino/140/share/skos" />
            
            
            
            
            
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