{"@context":{"skos":"http:\/\/www.w3.org\/2004\/02\/skos\/core#","dct":"http:\/\/purl.org\/dc\/terms\/","uri":"@id","type":"@type","lang":"@language","value":"@value","prefLabel":"skos:prefLabel","inScheme":"skos:inScheme","broader":"skos:broader","narrower":"skos:narrower","related":"skos:related","exactMatch":"skos:exactMatch"},"uri":"https:\/\/vocabularios.educacion.gob.ar\/admin\/brasil\/termino\/626\/share\/skos","type":"skos:Concept","prefLabel":{"lang":"pt","value":"SOCIEDADE BIL\u00cdNGUE"},"inScheme":{"uri":"https:\/\/vocabularios.educacion.gob.ar\/admin\/brasil\/"},"dct:created":{"type":"http:\/\/www.w3.org\/2001\/XMLSchema#dateTime","value":"2024-03-05 11:11:33"},"dct:modified":{"type":"http:\/\/www.w3.org\/2001\/XMLSchema#dateTime","value":null},"skos:scopeNote":[{"lang":"pt","value":"Comunidade onde mais de um idioma \u00e9 utilizado em sua express\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o comunicativa, ou um indiv\u00edduo que se comunica em mais de uma l\u00edngua. Enquanto alguns definem como bil\u00edngues aqueles que dominam um par de l\u00ednguas como nativos, outros consideram bil\u00edngues aqueles que possuem dom\u00ednio em qualquer habilidade da segunda l\u00edngua ou que alternam entre dois idiomas. \u00c9 importante ressaltar que nem toda sociedade bil\u00edngue produz falantes bil\u00edngues, podendo haver sujeitos monol\u00edngues dentro dessas comunidades."}],"skos:historyNote":[{"lang":"pt","value":"O contato lingu\u00edstico \u00e9 inevit\u00e1vel devido \u00e0 diversidade de l\u00ednguas e pa\u00edses no mundo, conforme mencionado por Appel & Muysken (1996, apud GON\u00c7ALVES, 2013). Isso \u00e9 evidente em comunidades bil\u00edngues como no Canad\u00e1, Espanha e Brasil, onde diferentes idiomas s\u00e3o falados. Por exemplo, no Brasil, temos comunidades bil\u00edngues como em Arroio do Padre - RS (portugu\u00eas\/pomerano) e em Caxias do Sul-RS (portugu\u00eas\/italiano). No Paraguai, h\u00e1 exemplos como em Pedro Juan Caballero (espanhol\/guarani) e Ciudad del Este (espanhol\/portugu\u00eas). Al\u00e9m disso, nas regi\u00f5es fronteiri\u00e7as entre pa\u00edses, como entre Brasil e Uruguai, onde h\u00e1 cidades g\u00eameas, ocorre um tipo particular de bilinguismo societal. Essas regi\u00f5es compreendem partes do extremo sul do estado do Rio Grande do Sul no Brasil e dos Departamentos uruguaios de Artigas, Rivera e Cerro Largo, e exibem not\u00e1veis diferen\u00e7as sociais, culturais e lingu\u00edsticas dentro de cada pa\u00eds. A forma\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas fronteiri\u00e7as resulta de hist\u00f3rias distintas, algumas marcadas por processos conjuntos e outras caracterizadas por not\u00e1vel disparidade. Enquanto a hist\u00f3ria pol\u00edtica dessas regi\u00f5es, inserida na narrativa hist\u00f3rica do Brasil ou do Uruguai, por vezes contrasta, em muitos aspectos, com sua hist\u00f3ria social, demogr\u00e1fica, cultural e lingu\u00edstica, essas discrep\u00e2ncias continuam a ter efeitos vis\u00edveis no presente.\n\nConsiderando especificamente a situa\u00e7\u00e3o paraguaia, Gaona Vel\u00e1zques (2013, apud CAMACHO; FIAMENGUI, 2019) argumenta que, al\u00e9m de reconhecer o Paraguai como um pa\u00eds multicultural e bil\u00edngue, tendo o espanhol e o guarani como l\u00ednguas oficiais, a Constitui\u00e7\u00e3o Nacional de 1992 disp\u00f5e sobre a obrigatoriedade do uso da l\u00edngua materna no in\u00edcio do processo escolar, n\u00e3o s\u00f3 para leitura e escrita, mas para todas as \u00e1reas do conhecimento."}],"skos:note":[{"lang":"pt","value":"Defini\u00e7\u00e3o elaborada pela Rede de Especialistas da Gest\u00e3o Terminol\u00f3gica do Inep com base nas seguintes refer\u00eancias:\n\nCAMACHO, Roberto Gomes; FIAMENGUI, Ana Helena Rufo. Atitudes e Cren\u00e7as Lingu\u00edsticas em um Cen\u00e1rio Multil\u00edngue. Revista da Anpoll, [S. l.], v. 1, n. 49, p. 91\u2013104, 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/anpoll.emnuvens.com.br\/revista\/article\/view\/1304. Acesso em: 5 fev. 2024.\n\nGON\u00c7ALVES, Dania Pinto. Aspectos do bilinguismo societal no com\u00e9rcio da fronteira uruguaia-brasileira. PAPIA, S\u00e3o Paulo, v. 23 n. 2, p. 201-221, jul.\/dez. 2013. Dispon\u00edvel em: https:\/\/web.archive.org\/web\/20180410235005id_\/http:\/\/revistas.fflch.usp.br\/papia\/article\/viewFile\/2045\/1915. Acesso em: 5 fev. 2024.\n\nNota hist\u00f3rica elaborada pela Rede de Especialistas da Gest\u00e3o Terminol\u00f3gica do Inep com base nas seguintes refer\u00eancias:\n\nBEHARES, Luis Ernesto. Apresenta\u00e7\u00e3o: educa\u00e7\u00e3o fronteiri\u00e7a Brasil\/Uruguay, l\u00ednguas e sujeitos. Pro-Posi\u00e7\u00f5es, v. 21, n. 3, p. 17\u201324, set. 2010. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/j\/pp\/a\/XDnVS3fZ9WJw4YYyttDGRjh\/?lang=pt#. Acesso em: 5 fev. 2024.\n\nCAMACHO, Roberto Gomes; FIAMENGUI, Ana Helena Rufo. Atitudes e Cren\u00e7as Lingu\u00edsticas em um Cen\u00e1rio Multil\u00edngue. Revista da Anpoll, [S. l.], v. 1, n. 49, p. 91\u2013104, 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/anpoll.emnuvens.com.br\/revista\/article\/view\/1304. Acesso em: 5 fev. 2024.\n\nGON\u00c7ALVES, Dania Pinto. Aspectos do bilinguismo societal no com\u00e9rcio da fronteira uruguaia-brasileira. PAPIA, S\u00e3o Paulo, v. 23 n. 2, p. 201-221, jul.\/dez. 2013. Dispon\u00edvel em: https:\/\/web.archive.org\/web\/20180410235005id_\/http:\/\/revistas.fflch.usp.br\/papia\/article\/viewFile\/2045\/1915. Acesso em: 5 fev. 2024."}],"altLabel":[{"lang":"pt","value=":"Bilinguismo Societal"},{"lang":"pt","value=":"Condi\u00e7\u00e3o Bil\u00edngue"},{"lang":"pt","value=":"Sociedade Digl\u00f3ssica"}]}