{"tema_id":"526","string":"PROFICI\u00caNCIA LINGU\u00cdSTICA","created":"2017-04-27 14:57:49","code":null,"modified":null,"notes":[{"@type":"nota de alcance","@lang":"pt","@value":"Indica o desempenho em uma l\u00edngua, que pode ser avaliado em diferentes graus de dom\u00ednio de suas regras e de sua estrutura, assim como de adequa\u00e7\u00e3o de uso em contextos reais e, invariavelmente, caracteriza-se pela medida em que uma pessoa \u00e9 capaz de demonstrar seu dom\u00ednio de uma l\u00edngua, seu controle e habilidade de compreender e de se expressar nessa l\u00edngua, em variados contextos, independentemente do grau de complexidade exigida pela situa\u00e7\u00e3o."},{"@type":"nota hist\u00f3rica","@lang":"pt","@value":"Embora n\u00e3o haja consenso na \u00e1rea sobre a defini\u00e7\u00e3o de profici\u00eancia lingu\u00edstica, este termo est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de l\u00edngua materna ou de l\u00edngua estrangeira que d\u00e1 suporte a seu uso. Assim sendo, o contexto no qual se emprega o termo \u00e9 determinante para se compreender seu significado estrito. Por um lado, profici\u00eancia lingu\u00edstica pode se equiparar ao termo flu\u00eancia (lingu\u00edstica), cuja perspectiva aproxima-o do conceito de compet\u00eancia lingu\u00edstica, proposto por Chomsky (1965), que considera como refer\u00eancia o falante nativo-ideal, logo, todos os que n\u00e3o tiverem atingido certo n\u00edvel como aprendizes da l\u00edngua n\u00e3o possuem profici\u00eancia lingu\u00edstica. Por outro lado, o termo profici\u00eancia lingu\u00edstica pode servir como forma de aferi\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de conhecimento sobre a l\u00edngua e de desempenho em uma escala cont\u00ednua que vai de conhecimento\/desempenho zero a conhecimento\/desempenho pleno. Neste caso, o termo se aproxima do conceito de compet\u00eancia comunicativa, proposto por Hymes (1972), pois considera a l\u00edngua em situa\u00e7\u00f5es de uso real, o que demanda um conhecimento t\u00e1cito de aspectos culturais e pragm\u00e1ticos para seu uso adequado aos diferentes contextos socioculturais de comunica\u00e7\u00e3o. Posteriormente, outros autores ampliaram a discuss\u00e3o sobre compet\u00eancias que, por vezes, comp\u00f5em a base referencial para o conceito de profici\u00eancia lingu\u00edstica. Entretanto, a defini\u00e7\u00e3o aqui apresentada n\u00e3o comporta uma discuss\u00e3o mais alongada sobre compet\u00eancias. Mais recentemente, a crescente demanda por avalia\u00e7\u00f5es de profici\u00eancia lingu\u00edstica dos alunos da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica no Brasil tende a fazer uso do termo profici\u00eancia lingu\u00edstica com base no conceito de l\u00edngua materna e de avalia\u00e7\u00e3o de aspectos da L\u00edngua Portuguesa que podem ser melhor explicados na defini\u00e7\u00e3o de letramento.\n\nEm alguns casos, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira considera a certifica\u00e7\u00e3o de profici\u00eancia como suficiente para exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o docente (BRASIL, 2005) ou prova de dom\u00ednio em l\u00edngua estrangeira, como ocorre com o Celpe-Bras, por exemplo."},{"@type":"nota bibliogr\u00e1fica","@lang":"pt","@value":"Defini\u00e7\u00e3o e nota elaboradas pela Rede de Especialistas do Inep com base nas seguintes refer\u00eancias:\n\nBRASIL. Decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002, que disp\u00f5e sobre a L\u00edngua Brasileira de Sinais \u2013 Libras, e o art. 18 da Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_content&view=article&id=17436:prolibras-programa-nacional-para-a-certificacao-de-proficiencia-no-uso-e-ensino-da-lingua-brasileira-de-sinais-libras-e-para-a-certificcao-de-proficiencia-em-traducao-e-interpretacao-da-libraslingua-portuguesa-novo&catid>. Acesso em: 3 jul.2015.\n\nBUSNARDI, Bruna; FERNANDES, Aline Mara. Avalia\u00e7\u00e3o da profici\u00eancia do futuro professor de l\u00edngua estrangeira e implica\u00e7\u00f5es para os cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores no Brasil. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.ufsj.edu.br\/portal2-repositorio\/File\/vertentes\/v.%2019%20n.%201\/Bruna_e_Aline.pdf>. Acesso em: 28 jul. 2015.\n\nCASTILHO, Ataliba Teixeira de. Uma pol\u00edtica ling\u00fc\u00edstica para o portugu\u00eas. Museu da L\u00edngua Portuguesa. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/www.museulp.org.br\/files\/mlp\/texto_17.pdf>. Acesso em: 15 jul. 2015.\n\nCHOMSKY, Noam. Aspects of the Theory of Syntax. Cambridge: MIT Press, 1965.\n\nHYMES, D. On Communicative Competence. In: PRIDE, J. B.; HOLMES, J. (eds.). Sociolinguistics. Harmondswortth: Penguin, 1972, p. 269-93.\n\nINSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS AN\u00cdSIO TEIXEIRA. Edital n.2, de 10 de mar\u00e7o de 2015. Certificado de Profici\u00eancia em L\u00edngua Portuguesa para Estrangeiros - CELPE-BRAS. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/download.inep.gov.br\/outras_acoes\/celpe_bras\/legislacao\/2015\/edital_n2_10032015_celpe-bras_primeira_edicao_2015.pdf>. Acesso em: 24 abr.2015.\n\nPROFICI\u00caNCIA. In: AULETE, Caldas. Aulete Digital (online). Dispon\u00edvel em: <http:\/\/www.aulete.com.br\/Profici%C3%Aancia>. Acesso em: 28 jul. 2015.\n\nSALOMAO, Ana Cristina Biondo. Vizinhan\u00e7a global ou proximidade imposta? Impactos da comunica\u00e7\u00e3o intercultural mediada por computador sobre o papel da cultura no ensino de l\u00edngua inglesa. DELTA, S\u00e3o Paulo, v. 27, n. 2, p. 235-256, 2011.\n\nSCARAMUCCI, Matilde Virginia Ricardo. Profici\u00eancia em LE: considera\u00e7\u00f5es terminol\u00f3gicas e conceituais. Trabalhos em Lingu\u00edstica Aplicada, Campinas, (36): 11-22, jul.\/Dez. 2000. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/revistas.iel.unicamp.br\/index.php\/tla\/article\/view\/2500\/4665>. Acesso em: 14 maio 2015.\n\nSCHOFFEN, Juliana Roquele. G\u00eaneros do discurso e par\u00e2metros de avalia\u00e7\u00e3o de profici\u00eancia em portugu\u00eas como l\u00edngua estrangeira no CELPE-BRAS. Tese de doutoramento. Porto Alegre: UFGRS\/ Instituto de Letras, 2009, p.21-22. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/www.lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/16900\/000707617.pdf?sequence=1>. Acesso em: 15 jul. 2015."}]}