{"@context":{"skos":"http:\/\/www.w3.org\/2004\/02\/skos\/core#","dct":"http:\/\/purl.org\/dc\/terms\/","uri":"@id","type":"@type","lang":"@language","value":"@value","prefLabel":"skos:prefLabel","inScheme":"skos:inScheme","broader":"skos:broader","narrower":"skos:narrower","related":"skos:related","exactMatch":"skos:exactMatch"},"uri":"https:\/\/vocabularios.educacion.gob.ar\/admin\/brasil\/termino\/45\/share\/skos","type":"skos:Concept","prefLabel":{"lang":"pt","value":"CURR\u00cdCULO"},"inScheme":{"uri":"https:\/\/vocabularios.educacion.gob.ar\/admin\/brasil\/"},"dct:created":{"type":"http:\/\/www.w3.org\/2001\/XMLSchema#dateTime","value":"2011-03-22 15:07:58"},"dct:modified":{"type":"http:\/\/www.w3.org\/2001\/XMLSchema#dateTime","value":"2015-11-09 15:26:08"},"skos:scopeNote":[{"lang":"pt","value":"Conjunto de experi\u00eancias desenvolvidas com inten\u00e7\u00f5es educativas, realizadas em torno do conhecimento e em meio a rela\u00e7\u00f5es sociais, que contribuem para a constru\u00e7\u00e3o das identidades dos educandos, seja no ambiente escolar ou em quaisquer espa\u00e7os organizados para educar pessoas. De uma forma mais ampla, pode ser entendido como os conte\u00fados a serem ensinados, as experi\u00eancias de aprendizagem a serem vivenciadas e os objetivos que se pretende alcan\u00e7ar no decorrer do processo educativo, geralmente descritos nos planos pedag\u00f3gico-curriculares elaborados por professores, escolas e sistemas educacionais."}],"skos:historyNote":[{"lang":"pt","value":"\"O conceito de curr\u00edculo tem sua hist\u00f3ria, e nela podemos encontrar vest\u00edgios de seu uso no passado, sua natureza e a origem dos significados que, hoje, o termo possui. Trata-se de uma realidade que poderia ter sido distinta e que, hoje, tamb\u00e9m pode ser outra. O termo curr\u00edculo deriva da palavra latina curriculum (cuja raiz \u00e9 a mesma de cursus e currere). Na Roma Antiga falava-se do cursus honorum, a soma das 'honras' que o cidad\u00e3o ia acumulando \u00e0 medida que desempenhava sucessivos cargos eletivos e judiciais, desde o posto de vereador ao cargo de c\u00f4nsul. O termo era utilizado para significar a carreira, e, por extens\u00e3o, determinava a ordena\u00e7\u00e3o e a representa\u00e7\u00e3o de seu percurso. Esse conceito, em nosso idioma, bifurca-se e assume dois sentidos: por um lado, refere-se ao percurso ou decorrer da vida profissional e a seus \u00eaxitos (ou seja, \u00e9 aquilo a que denominamos de curriculum vitae, express\u00e3o utilizada pela primeira vez por C\u00edcero). Por outro lado, o curr\u00edculo tamb\u00e9m tem o sentido de constituir a carreira do estudante e, de maneira mais concreta, os conte\u00fados deste percurso, sobretudo sua organiza\u00e7\u00e3o, aquilo que o aluno dever\u00e1 aprender e superar e em que ordem dever\u00e1 faz\u00ea-lo.\nEm sua origem, o curr\u00edculo significava o territ\u00f3rio demarcado e regrado do conhecimento correspondente aos conte\u00fados que professores e centros de educa\u00e7\u00e3o deveriam cobrir; ou seja, o plano de estudos proposto e imposto pela escola aos professores (para que o ensinassem) e aos estudantes (para que o aprendessem). De tudo aquilo que sabemos e que, em tese, pode ser ensinado ou aprendido, o curr\u00edculo a ensinar \u00e9 uma sele\u00e7\u00e3o organizada dos conte\u00fados a aprender, os quais, por sua vez, regular\u00e3o a pr\u00e1tica did\u00e1tica que se desenvolve durante a escolaridade.\nNa Idade M\u00e9dia, o curr\u00edculo se compunha de uma classifica\u00e7\u00e3o do conhecimento composta do trivium (tr\u00eas caminhos ou disciplinas: Gram\u00e1tica, Ret\u00f3rica e Dial\u00e9tica), que hoje chamar\u00edamos de disciplinas instrumentais, e do cuadrivium (quatro vias: Astronomia, Geometria, Aritm\u00e9tica e M\u00fasica), que apresentava um car\u00e1ter nitidamente mais pr\u00e1tico. Essas sete artes constitu\u00edram uma primeira organiza\u00e7\u00e3o do conhecimento, que perdurou durante s\u00e9culos nas universidades europeias. A distin\u00e7\u00e3o entre os dois grupos de conhecimentos corresponde a duas orienta\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos: a orienta\u00e7\u00e3o que se refere aos modos de adquirir os conhecimentos, por um lado, e aquela que serve ao homem para se sustentar, com uma finalidade mais pragm\u00e1tica, por outro.\nO conceito de curr\u00edculo, desde seu uso inicial, representa a express\u00e3o e a proposta da organiza\u00e7\u00e3o dos segmentos e fragmentos dos conte\u00fados que o comp\u00f5em; \u00e9 uma esp\u00e9cie de ordena\u00e7\u00e3o ou partitura que articula os epis\u00f3dios isolados das a\u00e7\u00f5es, sem a qual esses ficariam desordenados, isolados entre si ou simplesmente justapostos, provocando uma aprendizagem fragmentada. O curr\u00edculo desempenha uma fun\u00e7\u00e3o dupla - organizadora e ao mesmo tempo unificadora - do ensinar e do aprender, por um lado, e, por outro, cria um paradoxo, devido ao fato de que nele se refor\u00e7am as fronteiras (e muralhas) que delimitam seus componentes, como, por exemplo, a separa\u00e7\u00e3o entre as mat\u00e9rias ou disciplinas que o comp\u00f5em.\nO conceito de curriculum se manteve vigente na Inglaterra e depois na cultura anglo-sax\u00e3 em geral. Seu surgimento e uso no \u00e2mbito pedag\u00f3gico, seu emprego, n\u00e3o foram um fato fortuito. Na tradi\u00e7\u00e3o anglo-sax\u00e3, o seu significado parece ter sido determinado pela conflu\u00eancia de diversos movimentos sociais e ideol\u00f3gicos. Em primeiro lugar, deveu-se \u00e0 influ\u00eancia que as revis\u00f5es do ensino da Dial\u00e9tica tiveram sobre as diferentes \u00e1reas de estudo. Em segundo lugar, pela vis\u00e3o disciplinadora quanto \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do ensino e da aprendizagem pr\u00f3pria do calvinismo. Por fim, tamb\u00e9m resultou da expans\u00e3o do termo ciceriano vitae curriculum \u00e0s novas caracter\u00edsticas de uma escolaridade organizada sequencialmente e levada a cabo pelos calvinistas ao longo do s\u00e9culo XVI, similar \u00e0quela realizada pelos jesu\u00edtas nos pa\u00edses cat\u00f3licos. Ele aparece pela primeira vez na Universidade de Glasgow, tendo sido trazido por acad\u00eamicos calvinistas procedentes de Genebra.\nO conceito de curr\u00edculo e a utiliza\u00e7\u00e3o que fazemos dele aparecem desde os prim\u00f3rdios relacionados \u00e0 ideia de sele\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e de ordem na classifica\u00e7\u00e3o dos conhecimentos que representam, que ser\u00e1 a sele\u00e7\u00e3o daquilo que ser\u00e1 coberto pela a\u00e7\u00e3o de ensinar. Em termos modernos, poder\u00edamos dizer que, com essa inven\u00e7\u00e3o unificadora, pode-se, em primeiro lugar, evitar a arbitrariedade na escolha de o que ser\u00e1 ensinado em cada situa\u00e7\u00e3o, enquanto, em segundo lugar, se orienta, modela e limita a autonomia dos professores. Essa polival\u00eancia se mant\u00e9m nos nossos dias.\""}],"skos:note":[{"lang":"pt","value":"Defini\u00e7\u00e3o elaborada pela Rede de Especialistas do Inep com base nas seguintes refer\u00eancias:\n\nCOLL, C\u00e9sar. Psicologia e curr\u00edculo: uma aproxima\u00e7\u00e3o psicopedag\u00f3gica \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo escolar. 5 ed. 2. reimp. S\u00e3o Paulo: Editora \u00c1tica, 2000.\n\nMACEDO, Elizabeth; LOPES, Alice Casimiro. Teorias de Curr\u00edculo. S\u00e3o Paulo: Editora Cortez, 2011.\n\nMACEDO, Roberto Sidnei. Curr\u00edculo: campo, conceito e pesquisa. Petr\u00f3polis: Vozes, 2007.\n\nMOREIRA, Antonio Flavio Barbosa; CANDAU, Vera Maria. Curr\u00edculo, conhecimento e cultura. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, 2007. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/portal.mec.gov.br\/seb\/arquivos\/pdf\/Ensfund\/indag3.pdf>. Acesso em: 6 ago. 2015.\n\nMOREIRA, Antonio Flavio Barbosa; Silva, Tomaz Tadeu. Sociologia e teoria cr\u00edtica do curr\u00edculo: uma introdu\u00e7\u00e3o. In: MOREIRA, Ant\u00f4nio Fl\u00e1vio Barbosa; SILVA, Tomaz Tadeu. (Org.). Curr\u00edculo, cultura e sociedade. 5 ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2001.\n\nSILVA, Tomaz Tadeu. Documentos de identidade: uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s teorias do curr\u00edculo. 3ed. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2010.\n\nRefer\u00eancia da nota hist\u00f3rica: SACRIST\u00c1N, Jos\u00e9 Gimeno. O que significa curr\u00edculo? In: SACRIST\u00c1N, Jos\u00e9 Gimeno. (Org.). Saberes e incertezas sobre o curr\u00edculo. Porto Alegre: Penso, 2013. p. 17-19."}],"related":[{"uri":"https:\/\/vocabularios.educacion.gob.ar\/admin\/brasil\/termino\/124\/share\/jsonld"}]}